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domingo, 21 de novembro de 2021

Grande parte da floresta portuguesa está nas mãos de proprietários privados INFO>>

                  

        “Não damos valor àquilo que a natureza nos dá e aquilo que ela produz”, afirma Joaquim Borges, um proprietário que vive e trabalha no montado alentejano. Tal como a sua propriedade, 97% dos espaços florestais portuguesas são propriedades privadas, assim, apenas 3% não estão na mão de privados.

Tiago Oliveira, da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, esclarece que a floresta atualmente existente tem que ser gerida de uma forma diferente, mais ativa, com maior frequência de limpeza das matas e dar rendimento ao proprietário para estes investirem.

         Os dados do ICNF, entre 1990 e 2020, indicam que os incêndios percorreram 3,9 milhões de hectares de vegetação, revelando ser mais do que toda a área atual de povoamentos florestais (3,2 milhões ha).

            As três maiores culturas da floresta portuguesa são, nomeadamente, o Eucalipto (845 mil ha), o Sobreiro (720 mil ha) e o Pinheiro bravo (713 mil ha), sendo a primeira, a que mais facilmente propaga os incêndios florestais em Portugal.

No contexto da notícia é ainda levantada uma problemática de que, apesar do país arder de uma forma menos frequente, se não existir limpeza de matas, quando ocorrerem incêndios, irá ser de um modo mais violento.

Ainda na peça visualizada, Francisco Ferreira, Associação Ambientalista Zero, afirma que o grande dilema que Portugal enfrenta é a lentidão sentida no desenvolvimento de uma floresta com uma área maior e com espécies mais diversificadas. Contudo, através do programa europeu REACT-EU – Resiliência dos Territórios face ao Risco, o governo português anunciou que irão ser investidos 45 milhões de euros para florestar o país até ao fim do ano 2023.

       Na minha opinião, é importante uma maior vigilância e limpeza das matas para que não aconteçam desastres que destruam parte da floresta portuguesa e com isso, ocorram perdas de vidas humanas e de biodiversidade, de recursos naturais de elevada importância socioeconómica, edifícios e infraestruturas. O programa REACT-EU é bastante importante, pois investir na floresta portuguesa nunca é demais, contudo, se forem plantados eucaliptos ou pinheiros, devido à sua importância economia e rápido crescimento, os riscos associados aos incêndios originarão um evidente desperdício de dinheiro, pois as problemáticas continuaram a existir. Sendo assim, devem ser implementadas medidas, como a redução gradual e o correto ordenamento florestal das monoculturas de eucalipto ou de resinosas como o Pinus pinaster.

 Leonor Silva, 13 - 11E1

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Dinamizar o blogue vs. âmbitos de abordagem

Fonte: Giphy. com

O Geoatualidades de lá e de cá surge da necessidade de criar um espaço demonstrativo do carácter utilitário das temáticas geográficas abordadas em espaço escolar e os ecos sentidos no diário das populações.

Torna-se assim importante articular estes contextos e, nesse sentido, direcionar os alunos para uma observação atenta do que a imprensa escrita reporta sobre temáticas abordadas em sala de aula.

Da leitura das diversas notícias e reflexão sobre as mesmas, estabelecem-se reforços do saber temático, maturando-se ideias e conhecimentos, bem como, explorando-se mais um canal de aprendizagem, se desenvolvem competências de pesquisa, neste caso em contexto TIC.

O desafio do projeto passa por tentar estreitar a relação espaço aula e a realidade noticiosa, aproximando os alunos de um contexto pouco explorado, ao mesmo tempo que se valida uma ação mais prática e interventiva, onde cada um, se esforça em deixar, com o seu contributo, um caminho a seguir, designadamente, ser um agente informativo ativo.

A realidade noticiosa é um importante meio de correlação de informações que, baseada na verdade, sabemos ser um excelente espaço de ensino e aprendizagem e à qual se deve recorrer para, na prática diária, se concretizar os ensinamentos e coadjuvar as aprendizagens.

Este é o desafio inicial do Projeto e para o qual se esperam os contributos.

Porém, numa segunda linha de atuação, neste blogue, embora tenha a sua ação centrada no grupo disciplinar 420 - Geografia, é um espaço onde se equacionam contributos múltiplos, visando a ação dos professores/alunos que trabalhem com âmbitos geográficospelo que, pretendendo-se uma dinâmica colaborativa alargada, poderão fazer chegar as suas propostas através do seguinte endereço eletrónico geoatualidades@aescas.net .

José Carlos Costa (Coordenador do Projeto)

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

 O impacto dos fertilizantes agrícolas >>INFO

Fonte: Lusa In visão.sapo.pt

A associação ambientalista Zero afirmou que a poluição do solo e da água tem vindo a aumentar, agravada pela prática intensiva da agricultura. Esta situação acontece pela utilização de fertilizantes minerais, como azoto e fósforo, na agricultura em Portugal. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o país tem vindo a aumentar o uso destes fertilizantes, criando uma maior dependência de matérias-primas não renováveis, apesar de o aumento ser mais significativo na União Europeia.

A Zero alerta que a elevada presença de azoto no solo interfere negativamente na circulação da água, bem como, com a emissão de amoníaco e óxido nitroso, influi mais no efeito de estufa do que o CO2. Já o fósforo pode ser responsável por eutrofização das águas.

Igualmente, concluiu que grande parte dos resíduos orgânicos domésticos acaba no aterro, e estimou que são desperdiçados milhões de euros em nutrientes, que poderiam ser devolvidos aos sistemas agrícolas. Esta associação, pretende que o país faça uma “modernização sustentável da produção alimentar”, eliminando a utilização exagerada dos minerais químicos que são uma das causas para o aumento da poluição.

Na minha opinião, a agricultura intensiva apesar de ser vantajosa a nível económico, pois ajuda na competitividade dos mercados e na balança comercial, não deixa de criar diversos problemas ambientais, como por exemplo, a diminuição da biodiversidade e o empobrecimento dos solos. Assim, defendo que estes problemas têm de ser travados por políticas de sustentabilidade para que Portugal obtenha um decréscimo da poluição causada pelo uso excessivo de fertilizantes químicos.

                                                                                             Catarina Azevedo, 05 - 11E1

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Queres ajudar na construção de um logótipo para o projeto Geoatualidades de lá e de cá?





Apela-se à comunidade escolar/visitantes/seguidores que, até ao final do 2.º período, tentem criar um logótipo para este projeto, tornando-o assim um símbolo personalizado, resultante de trabalho colaborativo. 

Assim, até 24 de abril de 2022 propomos-te este desafio, criar um logótipo.

Para tal, envia o teu projeto de logótipo para o seguinte endereço eletrónico:

geoatualidades@aescas.net

As diversas propostas serão apresentadas neste blog e após análise das mesmas, até final do ano letivo o logótipo selecionado será  divulgado no AESCAS, bem como neste espaço on line.

Agradece-se desde já a colaboração prestada tanto na leitura desta mensagem, bem como no envolvimento que possa  vir a ser efetuado na construção do logótipo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

 Organização espacial das paisagens agrárias INFO>>

Fonte: RTP.pt 

     A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza (ONGA portuguesa), apoia a promoção das energias renováveis, mas estas têm de estar associadas a critérios rigorosos de sustentabilidade. Posto isto, a associação desaprova a introdução de centrais fotovoltaicas de grandes dimensões, junto de localidades, em espaços florestais de conservação e produção.


     Quer na RAN (reserva agrícola nacional), quer na REN (reserva ecológica nacional) defende-se a não implantação/remoção dessas centrais, uma vez que estas políticas de ordenamento do território nacional foram concebidas a fim de salvaguardar o equilíbrio ecológico, a paisagem e os níveis económicos, sociais e culturais.


    Na minha opinião, é crucial preservar-se este recurso natural, sendo para isso imprescindível a elaboração de um detalhado planeamento do solo agrícola, em prol de se atingir o seu melhor proveito sem prejudicar outros parâmetros, tais como, por exemplo, a qualidade de vida das populações.

 Inês Mendes, 12 - 11F

Nota: Ouvir as explicações presentes nos quatro registos áudio relativos à entrevista efetuada a Domingos Patacho (dirigente da organização ambientalista Quercus, Coordenador das Áreas de Floresta). 

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

O Projeto “Geoatualidades de lá e de cá …”


Articulação com o Projeto Educativo do Agrupamento de Águas Santas
 
Visão - O projeto integra-se na visão delineada no PE2019-2023 contribuindo para que o nosso agrupamento se afirme e seja reconhecido como um meio educativo de excelência, onde se:
1. promova intencionalmente a curiosidade face ao saber; 
2. valorize a reflexão e a inovação; 
3. trabalhe o desenvolvimento de competências (conhecimentos, capacidades e atitudes);
4. promova o empenho, a capacidade de trabalho e a iniciativa; 
5. aspira ao desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade; 
6. valoriza a liberdade, o espírito crítico e a participação cívica. 

Plano Estratégico - Implementação de métodos e práticas inovadoras no processo ensino-aprendizagem 
Neste domínio, mantendo uma atitude de abertura face à inovação/mudança e tendo em conta que as práticas pedagógicas e didáticas têm de se adequar à globalidade da ação educativa e às finalidades do perfil de competências dos alunos, é nosso compromisso:
- maximizar a utilização dos equipamentos e meios tecnológicos disponíveis;
- organizar e desenvolver atividades cooperativas de aprendizagem;
- promover a integração e troca de saberes;
- promover uma efetiva utilização das tecnologias, prevendo a utilização crítica das fontes de informação e das TIC;
- estimular o desenvolvimento de projetos educacionais colaborativos e comunidades virtuais de aprendizagem. 

Objetivos Estratégicos
- proceder a uma análise e reflexão cuidada dos resultados; 
- continuar a definir metas de sucesso;
- promover, junto dos alunos, a responsabilização pelas suas aprendizagens;
- promover uma cultura de cooperação e de trabalho em equipa;
- promover a consciência ambiental. 

Projeto Geotualidades

Objetivos Específicos: 
• relacionar os assuntos geográficos do território português abordados nas aulas, veiculados pela imprensa diária; 
• reconhecer o caráter utilitário das temáticas abordadas na disciplina de Geografia, no âmbito do exercício de uma cidadania responsável;
• motivar os alunos para o saber científico geográfico, incentivando a curiosidade e a pesquisa em contextos da escola paralela;
• validar suportes divulgativos e avaliativos, assentes em espaço TIC;
• desenvolver competências de comunicação e análise geográfica, nomeadamente, de síntese informativa e de divulgação fundamentada de notícias;
• cultivar o espírito de trabalho colaborativo e da partilha dos saberes; 
• propiciar um espaço de divulgação on line de intervenção do grupo disciplinar 420 – Geografia no espaço escolar.

 
Atividades
Recolha de notícias atuais on line da imprensa diária que se relacionem com assuntos abordados nas aulas de Geografia, com o intuito de divulgação em plataforma informática e em expositor mensal no espaço da escola sede do Agrupamento, bem como, divulgação de atividades promovidas pelo grupo disciplinar 420 - Geografia. 

 • Calendarização
Ao longo do ano letivo, enquanto divulgação em plataforma informática e mensal no expositor.
 
 • Professores responsáveis
Professores do grupo disciplinar 420

 • Destinatários
Professores, alunos e Comunidade escolar 

 • O coordenador do Projeto
José Carlos Costa

Grande parte da floresta portuguesa está nas mãos de proprietários privado s   INFO>>                              “ Não damos valor à...