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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

 

ONU aprova novo mapa-mundo que mostra a real dimensão de África INFO 1 >> INFO 2 >> INFO 3 >>

A 22 de abril de 2022, na publicação deste blogue "Um planeta sem distorções: físicos propõem a adoção de um novo mapa-múndi", apresentou-se a temática cartográfica evidenciando-se as diversas projeções utilizadas para representação plana do nosso planeta. INFO 4 >> INFO 5 >>  INFO 6 >>


Projeção de (Geradus) Mercator

A projeção cartográfica mais utilizada (Mercator), remonta ao séc. XVI, distorcendo a dimensão dos diversos espaços representados, concretamente, amplia as superfícies mais afastadas da linha do Equador (veja-se a dimensão da Gronelândia e da Antártida) e reduz espaços como a África, a América Latina e a Ásia Meridional.

Como exemplo, percebe-se que a Gronelândia surge com o tamanho da África e o Alasca parece ser maior do que o Brasil, contudo na realidade o primeiro espaço é catorze vezes menor que o continente referido, sendo de facto mais próximo do tamanho do México e o segundo é um quinto do Brasil.

A moção aprovada na ONU (4 de setembro), assente em provas científicas, permite esbater distorções cartográficas, nomeadamente a superfície africana, representando com mais precisão a dimensão de todos os continentes e, por essa via, a dos oceanos.


Fonte: expresso.pt

Fonte: youtube.com
José Carlos Costa

  Ponto de situação sobre o blogue iniciado no ano letivo 2021-2022 (1.ª publicação 14.10.2021)

23.09.2026

    De 23.09.2025 para 24.09.2026 este blogue passou de 32 842 visitas/pesquisas para 61 194 (+ 28 352), mais 9 862 que, em igual período comparativo, no último ano.

      As visitas, à semelhança do já referido a 23 de setembro do ano transato, são oriundas de quatro continentes, obviamente com Portugal a liderar, com 38,7% das visitas.

     Porém, como se pode verificar são imensos os países de onde a consulta deste blogue provém, podendo ser evidenciados, acima do milhar de entradas/pesquisas, E.U.A, China, Singapura, Hong Kong e Brasil, entre tantos outros e que a listagem que segue não apresenta todos, mas onde a referência "outros" inclui 4 850 entradas/pesquisas efetuadas por pessoas de muitos outros países.



     Desta forma, o alcance geográfico deste blogue permite afirmar que este projeto, no 5.º ano de execução on line, é importante, pelo que é incentivante  continuar.

   Agradeço desde já a quem, direta ou indiretamente, contribuiu para esta caminhada, aproveitando este início para convidar quem queira nela participar e desejando um ótimo ano letivo 2026-2027.

 José Carlos Costa

quarta-feira, 3 de junho de 2026

 Geografia, curiosidades (6)!

1. A Terra não é uma esfera perfeita

      A figura matemática que mais se aproxima da forma do planeta é elipsóide (esfera achatada nos polos), contudo, fisicamente é representada como um geoide (INFO 1 >>), apresentando um ligeiro achatamento nos polos (a rotação provoca um alargamento no Equador), pois ocorre uma diferença entre o raio equatorial e o polar de cerca de 21 km, (6378 - 6357 km), ou seja de menos 0,3%, com o diâmetro entre polos a ser menor cerca de 42km que o equatorial, 12 714 km vs. 12 756 km. (INFO 2 >>).
Fonte:
 youtube.com
      A visualização que se consegue ter do espaço apresenta-nos uma esfera perfeita, porém, a Terra não é plana e, como tal, a medição do raio terrestre do topo de uma montanha e de um vale não é igual.
Ondulação geoidal em cor falsa, com relevo sombreado e exagero vertical (fator de escala 10000).
Ondulação média do geoide relativamente ao elipsoide de referência.
Fonte: pt.wikipedia.org

2. O ponto mais baixo da superfície terrestre é o "Mar Morto" INFO 3 >>




Fonte: todamateria.com, pt.wikipedia.org e carpemundi.com
      Reforçando as referências efetuadas no Curiosidades (1), publicação neste blogue a 27012023, o espaço em causa está localizado no oriente médio, entre Israel, Jordânia e Cisjordânia e embora denominado de mar, de facto é um extenso lago, alimentado pelas águas do rio Jordão (INFO 4 >>), hipersalino (cerca de 30%, dez vezes mais salgado que um oceano, numa proporção de 35g para 300g num litro de água), inviabilizando quase totalmente vida aquática (presença de bactérias e algas), pelo que favorece a flutuação.
      Se bem que no fundo oceânico (Pacífico ocidental), a Fossa das Marianas (Curiosidades 2, INFO 5 >>) seja o ponto mais profundo do planeta Terra (-10.984 m), o mar Morto, localizado a cerca de 430 m abaixo do nível médio das águas do mar, é o ponto mais baixo da superfície continental, o fundo do lago atinge a profundidade de 736 m.
Fonte: youtube.com

3. O Brasil é o único país atravessado pela linha do Equador e o Trópico de Capricórnio

Fonte: pt.wikipedia.org e etsy.com
      O espaço em causa é um país (INFO 6 >>) da América do Sul e o 5.º maior país do mundo (quase 90 vezes o território português), é o único que tem sobre o seu território duas das linhas de referência da rede cartográfica, a linha do Equador (círculo máximo que divide dois hemisférios terrestres, o norte e o sul) e o Trópico de Capricórnio (paralelo a 23º e 27' Sul de latitude), respetivamente, o primeiro atravessa os estados do Amazonas, Roraima, Pará e Amapá e o segundo, os estados de São Paulo, Paraná,e Mato Grosso do Sul. Assim, 92% do território fica na Zona Intertropical, Quente ou Tórrida do planeta.
Monumento do Marco Zero em Macapá, por onde passa a Linha do Equador.
Marco do trópico de capricórnio na rodovia SP-255, Itaí Long.: 49º07'21" Oeste
Fonte: preparaenem.com e pt.wikipedia.org

4. A Islândia é o único país do mundo sem mosquitos e formigas nativas INFO 7 >> INFO 8 >> INFO 9 >>

Fonte: pt.wikipedia.org

       As condições climáticas (oscilação intensa da temperatura e instabilidade atmosférica) e solo vulcânico deparam-se como os fundamentos principais para a inexistência de tais insetos. 
       Se no caso dos mosquitos o solidificação e fusão alternada das águas paradas dificultam o ciclo reprodutivo, comprometendo a sobrevivência das larvas, logo não se completando não permite a formação de populações permamentes, nas formigas, o solo vulcânico, pobre em matéria orgânica e a instabilidade térmica limitam a colonização por estes insetos, que podendo chegar por contactos exteriores ao país, não sobrevivem durante muito tempo.

5. Istambul (Turquia), uma cidade intercontinental/transcontinental INFO 10 >>



Fonte: pt.wikipedia.org e mx.pinterest.com
      A maior cidade turca é separada pelo Estreito de Bósforo, que "divide" os continentes europeu (oeste) e asiático (este), unindo os mares Negro e de Mármara.
   Denominada a partir de 1930 por Istambul (designação otomana), outrora, Bizâncio - Byzantium - Constantinopla, experienciou mudanças de nacionalidade, nomeadamente, foi fundada por colónos gregos (657 a.C.), passando por ser a capital dos Impérios Romano do Oriente (desde 330 d.C) e Otomano (após 1453).
     Enquanto organização administrativa, a província, com 31 distritos, tem 19 na parte europeia onde vivem 65% da população da mesma.

6. Baía de Hudson (Canadá), a maior do mundo INFO 11 >>


 
Fonte: tempo.pt, istockphoto.com  e pt.innovando.news
      Devendo a sua designação em homenagem ao explorador britânico Henry Hudson (1610), localiza-se no nordeste canadense e cobre 1,23 milhão de km2 (> que a Alemanha, Espanha e Itália juntas), sendo a  maior baía do planeta, ligada a dois oceanos, o Ártico (bacia de Foxe INFO 12 >>) e o Atlântico (estreito de Hudson INFO 13 >>).
   Uma particularidade evidente na baía é uma estrutura geológica perfeitamente circular, Arco de Nastapoka (INFO 14 >>), desconhecendo-se a sua origem.

7. Lago Baikal (Rússia), a maior superfície de água doce do mundo INFO 15 >>



Fonte:  pt.wikipedia.org e pintolopesviagens.com
      Localizado no sul da Sibéria (Ásia), é um rifte (INFO 16 >>) onde a crosta se está a separar, originando a formação de um lago que apresenta alguns recordes, nomeadamente, cronológico (25 milhões de anos), extensão (636 km de comp. e 80 de larg. / 31 500 km²), volume de água (23 615 km³), profundidade (1680 m) e apresenta 20% da água doce líquida da Terra, alimentado por cerca de 300 rios.

8. Salar de Uyuni (Bolívia) ou Tunupa, o maior deserto de sal do mundo INFO 17 >> INFO 18 >>



Fonte:  pt.wikipedia.org
      Tendo 70% da reserva de lítio do planeta, é observável do espaço e guia para os astronautas da Apollo 11 (INFO 19 >>). Situado no altiplano andino (INFO 20 >>), localiza-se no sudoeste boliviano.
Fonte:  pt.wikipedia.org
      Se visto do espaço, inicialmente foi percecionado como sendo um espaço de água congelada, de facto é o maior deserto de sal do mundo (INFO 20 >>) com 10 582 km² e a 3656 m de altitude, com uma profundidade de 10 m no seu centro.
    Enquanto origem, é uma das estruturas físicas resultantes do desaparecimento do lago pré histórico salgado Michin (há cerca de 40 mil anos) do qual resultaram dois lagos atuais (Poopó e Uru Uru) e dois desertos salgados (Uyuni e Coipasa).  
    Se visto do espaço, inicialmente foi percecionado como sendo um espaço de água congelada, de facto é o maior deserto de sal do mundo (INFO 20 >>) com 10 582 km² e a 3656 m de altitude, com uma profundidade de 10 m no seu centro.

9. Vale da Morte (Califórnia, EUA), o local mais quente do planeta INFO 21 >> INFO 22 >>

 

Fonte:  pt.wikipedia.org, nationalgeographic.pt e revistaunquiet.com.br
      Enquanto parque nacional, é um vale desértico profundo e estreito, cercado por montanhas onde a precipitação é impedida, procurado como destino turístico quando se pretende vivenciar o calor extremo, que no verão atinge valores > 50ºC durante o dia natural (a noite pode diminuir até aos 35ºC), tendo em 1913 (10 de julho) um record mundial, em Furnace Creek, de 57,6ºC (134ºF), em 1972, o solo alcançou 93,9ºC e, no mesmo mês, em 2024, foi o local mais quente da história, com 42,5ºC de TMD e nove dias consecutivos com valores acima dos 51,7ºC. 

10. Oymyakon (Sibéria, Rússia), o local mais frio habitado do planeta INFO 23 >> INFO 24 >>






Fonte:  pt.wikipedia.org, weather.com, rtp.pt e google.maps
    Água não congelada, com cerca de 500 hab, localiza-se no nordeste russo, nomeadamente, na parte leste da Sibéria.
    Se no verão pode alcançar temperaturas de 35ºC, no inverno podem chegar a 71,2ºC (1926 ?), pelo que a ATA é frequentemente superior a 100ºC. 
José Carlos Costa

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