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domingo, 10 de maio de 2026

PARTILHA DE PESQUISA ON-LINE, DE NOTÍCIAS SOBRE CONTEXTOS FLUVIAL E MARÍTIMO 

Aos alunos do 10.º ano das turmas 10.º E e F foi-lhes pedido em Geografia A que, no período de interrupção letiva da Páscoa, pesquisassem on-line notícias atuais (com um espaço de dois meses) que se relacionassem com problemáticas associadas a temáticas em estudo presente (cursos de águas interiores) ou num futuro próximo (águas marítimas) e as fizesse chegar ao professor responsável até à 1.ª semana do 3.º período letivo.

Importa salientar as palavras-chave que o conjunto das notícias detêm, nomeadamente: ÁGUA - ÁGUAS INTERIORES - BANDEIRA AZUL - CAUDAIS - CHEIAS - COMBATE - CONTAMINAÇÃO - DIRETIVA-QUADRO - ESTRATÉGIA - EVACUAÇÃO - GESTÃO - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - LITORAL - MINAS - MONITORIZAÇÃO INTELIGENTE - OCEANO - PARQUE - PLANO - PLÁSTICO - PESCAS - POLUIÇÃO - PRAIAS - REABILITAÇÃO - RESERVA - RIOS - SECA - TEMPESTADES - VIGILÂNCIA.

Aqui se apresenta a seleção efetuada, seguindo uma ordem cronológica das notícias, permitindo contextos de pesquisa aberta, onde os títulos das mesmas ajudarão a delinear o seguimento a dar ao que se pretenda construir, bem como ler a(s) que seja(m) mais sugetiva(s) e/ou apelativa, dando liberdade à curiosidade de cada um.

Enquanto experiência, esta pesquisa permitiu a quem a efetuou, a possibilidade de acrescentar um ponto ao conhecimento pessoal das temáticas em causa, ficando o desafio a quem pretenda fazer o mesmo.

Boas leituras.

02/02
Coimbra em alerta máximo: risco de cheia centenária encerra escolas e pode obrigar à evacuação da Baixa INFO 1 >>
11/03
Estratégia Água que Une entra em fase de execução com projetos em várias regiões do país INFO2 >>
12/03 

 AdDP lidera projeto de IA "H2OPTIM.AI" para monitorização inteligente da água INFO 3 >>

21/03 
Associação Zero alerta para riscos da revisão da diretiva-quadro da água INFO 4 >>
25/03
Rios em Portugal levam "aporte significativo" de plástico para o oceano. Especialistas querem contabilizar INFO 5 >>
Quercus alerta para risco de contaminação do Rio Zêzere INFO 6 >>

 Braga combate cheias no rio Este e ganha parque ecológico de 12 hectares INFO 7 >>

26/03
Parlamento Europeu aprova novas regras para reduzir a poluição da água INFO 8 >>

31/03
ProTejo recorre da decisão da CE sobre gestão ibérica de caudais: “É inaceitável”! INFO 9 >>

01/04
Açores criam plano para responder à seca e escassez de água INFO 10 >>
Avaliação da saúde dos rios em Portugal está incompleta INFO 11 >>
Cheias no Mondego. Investidos 35 milhões de euros em cinco concelhos INFO 12 >>
02/04 
DGRM reforça cooperação com a Marinha em ação de formação sobre vigilância e fiscalização das pescas INFO 13 >>
09/04
Tempestades deixam marca no litoral português: praias recuam vários metros INFO 14 >>
14/04
Celorico da Beira, Guarda e Manteigas colaboram na reabilitação dos rios Zêzere e Mondego INFO 15 >>

JOSÉCARLOS COSTA 


 

terça-feira, 5 de maio de 2026

A pesca em Portugal

 Rúben Raposo Professor na Universidade Lusíada de Lisboa INFO 1>>

“Portugal apresenta uma vasta Zona Económica Exclusiva, embora a sua plataforma continental limite o acesso a recursos piscícolas.

A redução progressiva das capturas é evidente, com destaque para espécies como cavala, sardinha, carapau, atum e polvo no Continente, enquanto nos arquipélagos sobressaem os tunídeos, peixe-espada preto e carapau.

A aquacultura, apesar de representar apenas cerca de 11% das descargas de pescado, registou um crescimento de 89% na última década, sendo dominada pela produção de bivalves, peixes e algas.

Em contraste, a frota pesqueira portuguesa enfrenta desafios devido à sua dimensão reduzida e envelhecimento, dificultando a rentabilidade perante recursos escassos e custos elevados. Portugal destaca-se pelo elevado consumo de pescado per capita na União Europeia e a nível global, mas regista um défice estrutural no comércio externo devido à redução contínua das capturas e à procura interna crescente.

O sector das pescas contribui marginalmente para o PIB (0,1%) e o emprego (0,3%), concentrando- se sobretudo em comunidades costeiras, como no Algarve e Açores, que dependem fortemente da actividade.

Por fim, a indústria de transformação, composta por pequenas e médias empresas, tem nas conservas em lata um dos seus principais produtos e conta com uma predominância de mão-de-obra feminina.

Regresso ao Mar
A Economia do Mar

A Pesca
Fonte: Forum Oceanos in  youtube.com

José Carlos Costa





quarta-feira, 29 de abril de 2026

"Mãos à Obra: Reutilizar para Transformar”: 22 de abril - Dia Mundial da Terra

Fonte: nationalgeographic.pt

A efeméride é celebrada por 190 países e teve o seu início nos Estados Unidos, no dia 22 de abril de 1970, promovidas pelo senador americano Gaylord Nelson (1916-2005), que organizou um fórum ambiental que envolveu cerca de 20 milhões de participantes. INFO 1 >> INFO 2 >>

Esta comemoração visa reconhecer a importância do planeta e alertar para a importância e necessidade de preservar os seus recursos naturais, tendo como tema em 2025: O Nosso PoderO Nosso Planeta.

No sentido de marcar esta efeméride tão importante, encontra-se em exposição (até ao dia 8/5) na sede de Agrupamento o produto final da atividade promovida por Geografia em articulação com Cidadania e Desenvolvimento, nas turmas do 9.º ano de escolaridade, onde se salienta o interesse, a adesão entusiasta, a dedicação e o empenho discente na elaboração dos diferentes trabalhos, bem como o trabalho de orientação docente na concretização das diversas propostas.

Nesta atividade foram elaboradas maquetas de cidades sustentáveis e de diferentes recursos energéticos renováveis, esculturas com lixo reciclado, pegada ecológica gigante, moda sustentável, árvores das soluções,  bem como gotas de água com mensagens alusivas à Terra e cartazes sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) de forma a relembrar que ainda há muito por fazer para se preservar os recursos naturais do mundo, ou seja, alerta-se para as problemáticas ambientais do planeta, ao mesmo tempo que se apresentam enquadramentos mais favoráveis de atuação.

Em suma, a divulgação dos trabalhos à comunidade educativa visa celebrar a diversidade de recursos naturais que a Terra nos proporciona e sensibilizar a comunidade escolar para a importância e necessidade da preservação e utilização sustentável do que a Natureza nos proporciona e fomentar o sentido de responsabilidade no que respeita à defesa e conservação do planetaa “nossa grande casa”.

         Aqui fica um pequeno registo.











 

 
 

 

 




 


Docentes organizadoras:

Carminda Vaz     Cátia Melo     Sílvia Vieira     Teresa Vergueira
José Carlos Costa
Geoatualidades






terça-feira, 28 de abril de 2026

 

Reinado de Orbán chega ao fim. Péter Magyar eleito novo primeiro-ministro da Hungria INFO 1 >>

Fonte: cnn.com (adaptado) e jornaldenegocios.pt

No passado dia 12 de abril, realizou-se eleições legislativas na Hungria, Estado-membro da União Europeia (UE) desde 2004. Nestas eleições foi derrotado Viktor Orbán, no poder desde 2010, pelo líder da oposição, Péter Magyar, que juntou numa plataforma partidária apoios de toda a oposição da Hungria. Esta vitória foi expressiva, evidente no número maioritário de votos do partido Tisza (superior a três milhões), bem como no número de deputados conquistados (mais de dois terços do parlamento), face ao partido derrotado, o Fidesz. A participação dos eleitores próxima dos 80% é reveladora de uma mobilização nunca antes vista no país desde a sua rutura com a União Soviética (URSS), em 1989.

Fonte: youtube.com (adaptado)

Um dos muitos motivos que justificam esta alteração política prende-se com a ação governativa do atual primeiro-ministro nos últimos 16 anos, que tornou a Hungria a única “democracia iliberal” da UE.

As sucessivas maiorias qualificadas do partido Fidesz permitiram a Viktor Orbán usufruir de uma arbitrariedade constitucional sem limites. Algumas das suas políticas iliberais passaram pela “fidelização” da administração pública, concentrando o poder no governo das empresas do Estado, das entidades reguladoras e até dos tribunais fiscalizadores da sua ação. Isto proporcionou uma maior facilidade na corrupção no Estado, evidente nos vários casos descobertos no final deste último mandato.

Outro tipo de práticas não democráticas adotadas pelo governo do Fidesz foram as limitações na liberdade de imprensa, nomeadamente no controlo da divulgação de notícias pelo governo, e a limitação dos direitos das mulheres, relacionado com o aborto e a vida familiar, e dos direitos das minorias LGBTQIA+INFO 2 >> INFO 3 >>

Esta ação política afetou severamente a relação da Hungria com a UE. O país, desde 2004 a 2026, recebeu um total de 80 mil milhões de euros, tornando-se um dos países que recebeu mais benefícios comunitários, representando cerca de 3 a 4% do PIB total húngaro. No entanto, estes fundos foram gradualmente diminuindo, por conta do incumprimento de diretivas comunitárias e, sobretudo, dos tratados da União, que visavam o respeito pelos valores da democracia e dos direitos humanos. Em resultado, a Comissão Europeia em 2022/2023 congelou cerca de 21,9 mil milhões de euros de fundos, avisando (final de 2024) o país da necessidade de fazer reformas políticas se quisesse continuar a recebê-los.

Não obstante a pressão de Bruxelas, a narrativa política mantida, colocou o país cada vez mais afastada da UE e dos seus valores democráticos. Muitas vezes não chegavam a um acordo e por conta da política de unanimidade, bastava um voto contra, para a decisão ser vetada. A Hungria de Viktor Orbán era um caso recorrente, havendo momentos em que era necessária a sua ausência forçada do Conselho Europeu (CE) para a tomada de decisões. A aproximação com a Rússia e os insultos face à organização europeia, agravavam cada vez mais a sua relação com os líderes europeus.

Um episódio recente, foi a passagem de informação das reuniões do CE para o governo russo, confirmado pelas acusações do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, que causaram uma onda de choque e indignação no seio da UE, bem como nos eleitores húngaros.

Péter Magyar, teve um percurso gradualmente complicado nas eleições a primeiro-ministro e a forma encontrada para contornar o controlo estatal foi o recurso às redes sociais, onde conseguia captar principalmente os jovens.

Uma das suas propostas é a reaproximação à UE e os futuros acordos que pretende fazer, como o descongelamento dos fundos comunitários e o cumprimento das normas europeias, através da revogação das políticas iliberais do seu antecessor, e o afastamento decisivo da influência política Russa. Esta vontade não é só de Péter Magyar mas também da população, que se sente intimidada pela influência da Rússia e da situação atual da Ucrânia.

Péter Magyar compara esta vitória e mudança do “Regime de Orbán” com a Revolução Húngara em 1848 e a revolta contra o regime soviético em 1956, sublinhando a profunda importância histórica deste momento para o país. Também usa uma famosa frase do falecido presidente John F. Kennedy que diz “Hoje nós ganhamos porque a população húngara não pediu o que o país podia fazer para eles, mas o que eles podiam fazer pelo país”.

Fonte: dhm.de/lemo/ e malaymail.com

Concluímos com este trabalho, que, a União Europeia ainda se consolida como uma comunidade de democracias unidas, e mesmo envolvida em ascensão de partidos de extrema direita que se opõem aos seus valores, recorrendo ao discurso de ódio e ao populismo, não se deixa abalar, cumprindo sempre com o pilar central da organização enquanto forma de governo: o regime democrático.

Francisco Rocha (06 - 12G) 

Rodrigo Sousa (19 - 12G)

António Leite

José Carlos Costa




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